Organizadoras:
- Katia Barbosa Macêdo
- Keila Mara de Oliveira Farias
- Isabelle Rocha Arão
Editora IF Goiano
Apresentação resumida da obra
O trabalho é a principal fonte de renda e sobrevivência para os trabalhadores no mundo, contribui na constituição psíquica, fortalece identidade e inclui socialmente. O trabalho nunca é neutro em relação à saúde do trabalhador: pode sustentar saúde ou gerar ou desencadear doenças ocupacionais.
A deterioração da saúde mental no trabalho resulta da precarização na organização do trabalho. Das abordagens que pesquisam a saúde mental e o trabalho destaca-se a Psicodinâmica do Trabalho (PdT) – uma clínica que pressupõe: centralidade do trabalho na constituição psíquica; não neutralidade do trabalho em relação à saúde mental; possibilidade de adaptar as situações de trabalho, tendo caráter emancipatório.
A coletânea resulta do projeto de pesquisa intitulado “Saúde mental e trabalho: da precarização ao trabalho decente”, que objetiva analisar como a precarização afeta a organização do trabalho e como impacta a saúde dos trabalhadores.
Os capítulos da coletânea resultam do referido projeto e apresentam resultados parciais de teses de doutorado e dissertações de mestrado da PdT, o que confere à obra unidade no quesito coerência temática e metodológica.
O método da PdT parte do diálogo entre pesquisadores e trabalhadores e visa ressignificar o sofrimento, emancipar, elaborar estratégias coletivas e promover mudanças na organização do trabalho.
A obra é composta por seis capítulos, distribuídos em duas partes.
A primeira parte, intitulada “A Organização do Trabalho”, discute temas como sustentabilidade, responsabilidade social, teletrabalho e empreendedorismo, bem como os impactos globais sobre a organização interna das empresas. É composta por três capítulos que analisam como o contexto mundial impacta o trabalho nas organizações.
Os dados revelam que práticas organizacionais inadequadas, como teletrabalho mal estruturado e falta de suporte em startups, resultam da precarização do trabalho.
Na segunda parte, intitulada “A Mobilização Subjetiva do Trabalhador”, as vivências individuais e coletivas ganham protagonismo, revelando as repercussões dessas mudanças na saúde mental dos trabalhadores.
Os dados indicam a necessidade de acolhimento e do desenvolvimento de estratégias coletivas para enfrentar e transformar o sofrimento advindo do trabalho.
Os grupos de trabalhadores pesquisados foram:
- engenheiros de segurança do trabalho;
- servidores públicos de uma Instituição de Ensino;
- empreendedores de startups;
- psicólogos que atuam via plataformas;
- trabalhadores de um hospital;
- trabalhadores de um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que atende à população em situação de vulnerabilidade.
A interdisciplinaridade também está refletida na formação dos autores da coletânea, que possuem formação em Psicologia, Administração, Fisioterapia, Engenharia, Psicanálise, entre outras áreas.
A coletânea explora como novas práticas e conceitos podem abrir caminho para condições mais saudáveis e produtivas, convidando o leitor a refletir sobre os desafios e as possibilidades de transformação no mundo do trabalho.
Trata-se de uma obra que oferece contribuições valiosas para a compreensão e o enfrentamento dos desafios atuais no mundo do trabalho.

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